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Residência Artística Ressoar (Rs): Artistas Mães: até 27/4; Bolsa de R$ 7 mil

17-04-2025 10:54
O coletivo e casa de arte Alumiar, em conjunto com a Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, seleciona artistas mães para o Programa de Residência Artística Ressoar – 1ª Edição: Artistas Mães, no qual selecionará três artistas visuais gaúchas ou residentes no Rio Grande do Sul há pelo menos dois anos, que busca oportunidade para desenvolver suas pesquisas no âmbito das artes visuais e contemporâneas, em diálogo com o território, seu meio ambiente e os conhecimentos tradicionais. Cada uma receberá uma bolsa de incentivo no valor de R$ 7 mil. Três artistas serão selecionados a partir da avaliação do portfólio e da carta de interesse. Entre as vagas, uma é destinada para artista mãe negra, uma para artista mãe indígena, e uma vaga para artista mãe de livre concorrência. No local da residência a Alumiar oferecerá um espaço de ateliê compartilhado e uma pequena biblioteca com acervo da Casa de Arte. Como artistas ficarão em cabana familiar individual, na qual poderá ficar suas filhas/seus filhos e uma pessoa acompanhante de sua rede de apoio. A candidatura deverá possuir 18 anos completos na data de inscrição. Inscrições: até às 17h59 do dia 27 de abril de 2025. Realização de Ministério da Cultura, projeto contemplado pelo edital Sedac 27/2024, PNAB RS @minc @sedac_rs . Edital no link na bio de @alumiar_atelie e em https://www.alumiar.art.br/ressoar . Dúvidas em alumiar.casadearte@gmail.com

EDITAL PROGRAMA DE RESIDÊNCIA ARTÍSTICA RESSOAR – 1ª EDIÇÃO: ARTISTAS MÃES

 

https://www.overmundo.com.br/perfis/colaboracoes_publicadas.php?autor=27502

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 O ANIVERSÁRIO DA VACA

No dia que eu completava 
Meus 15 anos de idade.
Ganhei um maldoso presente 
Por parte da humanidade


Foram 15 anos servindo
Humanos de toda sorte
Também parí e alimentei
Muito bezerro de corte

E para os humanos também
Alimentei seus filhotes
Comia um verdinho tranqüilo
Pensando na minha sorte

Chegaram uns homens de botas
Vieram numa pick up
Laçaram-me pelo pescoço
Jogaram-me num apertado

Fiquei sem água três dias
Comida eu nem te conto
Dormi numa laje fria
Deitada no mesmo ponto

Um dia vieram os homens
Levaram-me para um rodeio
Cai no meio da grama
Sem forças no entremeio

Tonta sem entender
Senti muitos pontapés
Senti uma corda nos chifres
Queriam-me pôr de pé

Sem forças pra levantar
Arrastaram-me no solo árido
Senti a carne rasgando
Senti meu chifre torado

Sangrando e dolorida
Ainda tive meu couro chutado
Pauladas por toda parte
E a dor do chifre quebrado

Doutor, que tudo isso
Não saia deste quadrado
Não quero justiça nem nada
Perdoo os acusados

Só penso no meu verdinho
Ao lado os bezerrinhos
Dar leite aos pequeninhos
Voltar para o meu banhado
 
sobre a obra: Texto baseado num fato acontecido em um município limítrofe a Curitiba, onde uma vaca holandeza foi barbarizada, num rodeio em um ctg.

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